Pedra e sombra
Grécia, junho de 2022
Junho na Grécia é luz a direito. A pedra fica branca, as sombras ficam pretas, e quase nada pelo meio.
Andei de 12 a 16 de junho entre a Acrópole, o museu que olha para ela através do vidro, um templo num cabo e os rochedos de Meteora.
O que estas imagens têm em comum é a sombra. É ela que dá forma à pedra.
Fundi cinco exposições em todas, para que o branco não queimasse e o escuro não fechasse.
A folha
Todas as imagens que guardei, pela ordem em que as fiz. As marcas a lápis são as que escolhi.
A leitura
As que escolhi, pela ordem em que as fiz.

8775–8779
Cariátides
Seis figuras de pedra a segurar um telhado. À volta, toda a gente tinha pressa.

9706–9710
Rochedos
As rochas parecem moldadas à mão. A floresta encosta-se a elas.

0097–0101
De frente para a janela
No museu, as figuras do frontão estão viradas para o vidro. Lá fora, a cidade.

0123–0127
Vidro
Sentados de costas para as peças, de frente para a colina de onde elas vieram.

0486–0490
O templo
Contraluz no cabo. Sem as cinco exposições, a pedra ficava preta ou o céu ficava branco.

1183–1187
Portadas
Paredes caiadas, portadas fechadas, a sombra de uma árvore no chão. Ninguém.
A pedra é paciente. Nós é que temos pressa.
Ficha
- Lugar
- Grécia
- Datas
- 12 jun. 2022 – 16 jun. 2022
- Câmara
- Sony α7 III
- Objetiva
- FE 24–105 mm F4 G OSS
















